Frango puxa salto de 13% nos embarques de carne por Paranaguá em 2026

Frango puxa salto de 13% nos embarques de carne por Paranaguá em 2026

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Fotografia aérea do Terminal de Contêineres de Paranaguá, com fileiras de contêineres refrigerados empilhados no cais e navio cargueiro atracado durante o embarque de carnes.

A exportação de carnes por Paranaguá somou 1,7 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026, alta de 13% sobre o ano anterior. O segmento de carnes e congelados é a principal pauta do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e respondeu pela maior tração no período.

“A retomada dos embarques de carne de frango após a queda de restrições impostas ao Brasil em 2025 fez com que as exportações disparassem”, afirma Fabio Mattos, gerente comercial da TCP. A carne suína também avançou no período. Dessa forma, o terminal absorveu a demanda represada de proteína animal sem gargalo de armazenagem refrigerada.

O transporte refrigerado acompanhou o ritmo. A operação de contêineres reefer (equipamentos intermodais com sistema de controle de temperatura e umidade), usados para carnes e congelados, movimentou 64.470 unidades, 9% acima das 59.054 do ano anterior.

Além disso, o terminal mantém a maior área de armazenagem refrigerada do país, com 5.280 tomadas, e prevê expansão dessa capacidade ainda este ano.

Cargas cheias e papel sustentam o agregado do porto

O bom desempenho da proteína animal puxou o agregado do porto. A movimentação total alcançou 690 mil contêineres de 20 pés (TEU), alta de 2% sobre 2025. O fluxo de cargas cheias cresceu 7%, ao passar de 4,5 milhões para 4,8 milhões de toneladas. Já em volume de produtos, as exportações somaram 3,5 milhões de toneladas, alta de 8%.

Outras pautas do agro também avançaram. A madeira, que abastece móveis e construção, manteve estabilidade no período com 598 mil toneladas, ao passo que o segmento de papel e celulose cresceu 9% e atingiu 446 mil toneladas embarcadas. Para sustentar esse fluxo, a infraestrutura de escoamento reúne 22 serviços marítimos semanais e acessos por ferrovia e rodovia ao pátio alfandegado.

Nas importações, por outro lado, o destaque do agro fica com os insumos. O segmento químico desembarcou 214 mil toneladas, com peso para matérias-primas de fertilizantes e defensivos agrícolas. Em seguida, o setor automotivo liderou as importações com 236 mil toneladas de peças, alta de 3%, voltadas ao polo industrial de Curitiba.

Redação Veja Agro
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