Brasil reforça balanço global da Syngenta no primeiro semestre

Brasil reforça balanço global da Syngenta no primeiro semestre

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Syngenta

O Brasil foi um protagonista do balanço global da Syngenta, marcado por um leve aumento de Ebitda no primeiro semestre, mesmo com queda em vendas.

No País, as duas principais frentes da gigante global de proteção de cultivos e sementes cresceram bem acima do que a média global e regional.

Na vertical Crop Protection, que responde pelo negócio de defensivos agrícolas, a Syngenta viu seu faturamento crescer 7% no Brasil no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo a Syngenta, esse aumento no País foi impulsionado pela adoção bem-sucedida de novas moléculas, como o Tymirium, com dupla ação nematicida e fungicida para diversas culturas, como soja, milho e cana.

Outras inovações que embalaram o bom resultado local foram o inseticida Plinazolin, para controle de pragas resistentes, como percevejos e cigarrinhas, e o fungicida Adepidyn. O País também é o palco de esforços da Syngenta no setor de biológicos, como alternativa à alta de preços dos fertilizantes.

O desempenho brasileiro chama ainda mais atenção quando se considera que na América Latina, o faturamento em Crop Protection recuou 11%. A Syngenta creditou o mau resultado na região à “pressão contínua sobre os preços” e a um processo de redução de estoques, especialmente na Argentina.

Mas outras geografias, além do Brasil, também contribuíram para o resultado positivo em defensivos. Na Europa, o segmento cresceu 8%, no embalo de efeitos cambiais, apesar do calor e da seca que “restringiram aplicações de fungicidas e herbicidas”.

Na região incluindo Ásia, Oriente Médio e África (excluindo a China), o aumento foi de 5% na base anual. Já o mercado chinês manteve o forte ritmo dos últimos anos e bateu em 20% de alta no faturamento frente ao ano anterior.

Na outra ponta, o principal detrator do resultado foi a América do Norte, onde as vendas de Crop Protection caíram 4% no semestre.

Sementes

O Brasil brilhou ainda mais na vertical de Sementes, na qual a Syngenta tem participação de mercado pequena, estimada em 3% até março. Sob o comando do brasileiro Carlos Hentschke, a divisão tenta ganhar espaço de concorrentes como GDM a partir de parcerias com sementeiros.

O País teve alta de 18% na receita do primeiro semestre, impulsionado pelas vendas de sementes para a segunda safra de milho, pelo lançamento do primeiro híbrido super precoce da empresa para o segmento premium de milho verão e pela introdução de dez novas variedades de soja.

No Brasil, a taxa de crescimento ficou muito acima do 1% da média global. Os resultados regionais foram heterogêneos: a Europa viu as vendas subirem 7%, enquanto em Ásia, Oriente Médio e África a receita cresceu 6%, e, na China, 3%.

Por outro lado, o desempenho da divisão de sementes foi ruim na América do Norte, com queda de 13%, e na América Latina, onde caiu 8% no semestre.

Na divisão Syngenta Group China, o faturamento no primeiro semestre caiu 15%  em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Syngenta, os principais fatores foram a “redução contínua e direcionada das operações de comercialização de grãos de baixa margem” e a “otimização do negócio de fosfato monoamônico (MAP)”.

Os balanços deste ano também são os primeiros sem a Sinofert, cuja venda à Sinochem Hong Kong foi concluída em dezembro passado.

Nos resultados consolidados do primeiro semestre, a Syngenta apresentou uma queda de 2% na receita, mas o Ebitda subiu 2%, para US$ 2,4 bilhões. A margem Ebitda subiu 0,9 ponto percentual, atingindo 19,5%.

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Redação Veja Agro
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