Inteligência artificial preditiva na agricultura: o que é e como funciona

Inteligência artificial preditiva na agricultura: o que é e como funciona

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Produtor rural brasileiro de chapéu em uma lavoura verde segurando um tablet, representando o uso de inteligência artificial preditiva na agricultura.

No passado, o sucesso da colheita dependia apenas da intuição e da experiência de muitos anos de trabalho. Hoje, o produtor conta com o apoio de ferramentas tecnológicas avançadas. O maior destaque desse movimento é a inteligência artificial preditiva na agricultura.

Para o produtor rural, essa inovação deixou de ser uma promessa distante. Ela se tornou uma ferramenta de bolso indispensável. Trata-se da principal aliada para lidar com o clima incerto e com os custos altos na hora de preparar a terra.

Recomendação para o produtor: não é preciso comprar maquinários caros para começar. Procure o apoio técnico da sua cooperativa. Pesquise também aplicativos para celular que oferecem previsões de chuva e alertas de pragas para a sua região. O primeiro passo é começar a registrar os dados da sua propriedade. Anote os dias de chuva, as datas de plantio e as doses de produtos. Esses registros simples vão alimentar os sistemas digitais no futuro.

O que é a inteligência artificial preditiva?

A inteligência artificial preditiva é uma tecnologia que analisa um grande volume de dados do passado e do presente. A partir disso, ela calcula o que tem mais chances de acontecer no futuro. Na prática agrícola, os programas de computador aprendem as rotinas do clima e do solo da sua região.

De acordo com pesquisadores da Embrapa Agricultura Digital, o uso de dados precisos diminui os riscos no campo. Esse planejamento aumenta o aproveitamento de recursos como água e fertilizantes, fortalecendo todo o setor.

A diferença entre a tecnologia tradicional e a preditiva

A grande virada de chave está na forma como o produtor usa a informação. Entenda a diferença prática no dia a dia da propriedade:

  • Tecnologia básica ou tradicional: informa ao produtor o que já aconteceu ou o que está acontecendo agora. Um exemplo é o aplicativo que mostra que choveu 20 milímetros na noite anterior. Outro caso é o mapa que aponta a presença de lagartas em um talhão.
  • Tecnologia preditiva: calcula o cenário futuro e sugere a melhor decisão para evitar problemas. O sistema pode avisar que há alta probabilidade de uma doença atacar a plantação na próxima semana. Ele então recomenda aplicar o defensor na dose exata, dois dias antes da chuva chegar.

Essa precisão no agronegócio é o foco da agricultura de precisão. No entanto, a tecnologia não veio para substituir a experiência do produtor rural. Ela serve para dar uma recomendação de apoio matemática. Assim, evita-se o desperdício de tempo e dinheiro.

Três exemplos práticos de uso no campo

Para entender como essa tecnologia se aplica no dia a dia, confira três exemplos de uso real:

  • Janela de plantio perfeita: o sistema analisa décadas de histórico do clima local. Ele indica o dia exato para colocar a semente na terra, reduzindo o risco de perder o plantio por falta de chuva.
  • Previsão de doenças na lavoura: a ferramenta monitora a umidade do ar e a temperatura das folhas. Ela avisa o produtor sobre o risco de aparecimento de fungos antes mesmo que os primeiros sintomas visíveis apareçam.
  • Irrigação na quantidade certa: sensores calculam a evaporação da água no solo. A inteligência artificial indica a quantidade exata de água que a planta precisa para aquele dia, evitando o desperdício de energia e água.

Como o pequeno e o médio produtor podem ter acesso?

Muitos produtores acreditam que essa tecnologia é exclusiva para grandes propriedades. Porém, isso é um mito. A inteligência artificial já chega ao pequeno e médio produtor de formas bem acessíveis.

Atualmente, existem aplicativos que usam imagens de satélite para enviar orientações simples por mensagens. Além disso, o produtor que já utiliza sensores na agricultura consegue alimentar esses sistemas. Isso melhora as previsões sobre a umidade da terra e a necessidade de irrigar.

Além disos, as cooperativas agrícolas desempenham um papel fundamental nesse acesso. Algumas delas já investem em softwares modernos de análise de dados. Em seguida, os agrônomos da cooperativa repassam as recomendações mastigadas de forma aos cooperados.

Cuidados importantes ao adotar a tecnologia

O produtor precisa ter em mente um detalhe crucial: os sistemas inteligentes dependem de dados reais para funcionar. Se as informações inseridas forem incorretas ou incompletas, a previsão gerada também será ruim.

Por isso, a organização do produtor na hora de registrar as atividades da propriedade é o fator que determina o sucesso da tecnologia. Caso ainda não tenha um sistema digital, o caderno de campo ou as planilhas simples são o ponto de partida obrigatório.

Perguntas frequentes sobre inteligência artificial no campo

O que o produtor precisa para começar a usar a inteligência artificial?

O recurso mais valioso para qualquer sistema inteligente é a informação de qualidade. O produtor precisa criar o hábito de registrar os dados da propriedade. Com esses dados e um telefone celular simples com internet, já é possível utilizar aplicativos de previsão.

A inteligência artificial preditiva serve apenas para a lavoura?

Não, na pecuária de corte e de leite, essa tecnologia ajuda a prever o peso futuro dos animais. Ela também aponta o melhor momento para o abate e alerta sobre a falta de pasto nos meses seguintes. Isso permite que o criador compre ração de forma antecipada.

Essa tecnologia vai substituir o trabalho de agrônomos e técnicos?

De forma alguma. A ferramenta atua como um braço direito para os profissionais e para o produtor. A tecnologia processa contas difíceis e cruza dados muito rápido. Contudo, a decisão final e a avaliação no campo continuam nas mãos do agricultor e dos técnicos.

É muito caro investir em inteligência artificial na propriedade rural?

Não necessariamente. O produtor pode dar os primeiros passos usando aplicativos gratuitos para celular ou aproveitando os serviços de orientação oferecidos pelas cooperativas, sem custo extra. Com o tempo e com a economia gerada na lavoura, é possível investir de forma gradual em ferramentas mais avançadas, como sensores próprios e assinaturas de programas de gestão especializados.

Preciso ter sinal de internet na lavoura o tempo todo para usar os sistemas?

Na maioria dos casos, não. Grande parte dos aplicativos agrícolas é desenvolvida para a realidade do campo e funciona sem internet. O produtor pode fazer as anotações no celular enquanto está no meio da plantação. Quando ele retornar para a sede da propriedade ou for para a cidade, o aparelho se conecta à rede e atualiza as previsões do sistema automaticamente.

Redação Veja Agro
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